
O Parque Silva Porto, mais conhecido por Mata de Benfica, situa-se na Freguesia de Benfica, mais propriamente no Bairro de Santa Cruz. É um pequeno bosque plantado em 1880 por ordem de João Carlos Ulrich no sentido de embelezar o seu Palácio da Feiteira. Foi adquirido em 1911 por César Augusto de Figueiredo que o ofereceu à Câmara Municipal de Lisboa, com a condição de ser acessível a todos os cidadãos. O Parque deve o seu nome ao pintor António Francisco Ferreira da Silva, que adoptou o nome da cidade onde nasceu (Silva Porto, Angola).
Este Parque tem um parque infantil, parque de merendas, um lago, alguns bebedouros e um wc público. É um importante espaço de lazer, um autêntico oásis no meio do betão, cuja entrada principal, um grande portão, situa-se no fim da emblemática Avenida Grão Vasco, com início quase em frente da igreja, a partir da Estrada da Benfica e com uma entrada secundária na Rua Dr. José A. de Faria.
Fauna: Serinus serinus (Chamariz), Carduelis carduelis (Pintassilgo),Sylvia atricapilla (Toutinegra), Streptopelia turtur (Rola-comum), etc.
Flora: Acácia sp., Chorisia speciosa (árvore-sumaúma), Cupressus lusitanica (cedro-do-buçaco), Eucaliptus sp., Gleditsia triachanthus(espinheiro-da-virgínia), Grevilia sp., Laurus nobilis (loureiro),Ligustrum lucidum (alfenheiro), Mioporum sp., Pinus pinea (pinheiro manso), Pitosporum undulatum (árvore-do-incenso), Pinus halepensis(pinheiro-do-alepo), Prunus sp., Phoenix canariensis (palmeira-das-canárias), Quercus spp., etc
Património Edificado e Artístico: Estátua ao pintor Silva Porto, do cinzel de Costa Mota (1918), painéis de azulejos que ornamentam o interior do WC público (antigo quiosque), são Arte Nova e foram realizados por Jorge Pinto, pintor e criador do estilo Arte Nova. Os temas representados pelos painéis são: «a Fonte», «Mal me quer», «Bem me quer», «Muito», «Pouco», «Nada», «O Bosque» e «A Caça».